A experi ªncia de quase-morte e os desdobramentos de uma vida enclausurada no próprio corpo s úo os panos de fundo da história real de uma jovem de 30 anos que sobreviveu a dois acidentes vasculares cerebrais, condenando-a ao prognóstico da tetraplegia e da síndrome do encarceramento.A jovem, aparentemente saudável, fora dos possíveis fatores de risco para a ocorr ªncia de um AVC e vivendo o auge do seu trint ªnio, morreu para renascer e ser jogada á pris úo sem grades de si mesma. Incapaz de falar e movimentar qualquer membro do corpo, mas plenamente consciente, recolheu os cacos que sobraram da sua vida e, com a ajuda fundamental da família e dos amigos, se libertou do cárcere, rasgando o roteiro do papel dramático e inservível o que os médicos lhe entregaram para construir o próprio roteiro de supera § úo da sua tragédia particular.A vida pulsando dentro de si foi o primeiro degrau da escada mental que ela utilizou para sair do buraco de incertezas em que se viu após o coma. Voc ª descobrirá de que forma os demais degraus foram construídos, a partir de um verdadeiro tour pelas situa § µes mais agonizantes que uma pessoa totalmente incapaz experimentou.Esta história é dela, mas é também de todos que, de alguma forma, sobreviveram e aprenderam o que é a vida após uma tragédia particular, seja voc ª vítima, parente, amigo, profissional da área da saúde ou apenas um curioso por histórias de sobreviv ªncia e recome §os. Voc ª vai explorar o desconhecido e imprevisível mundo da reabilita § úo física e emocional, pelo relato pessoal de quem sobreviveu e recome §ou uma nova vida.Esta é uma história que fala de fé, mas também de des ónimo; que fala dos anjos e dem ´nios que surgiram durante a sua trajetória, mas também do que eles lhe ensinaram; que fala dos dias sem cor e sem gosto, mas dos dias mais coloridos e saborosos que é possível vivenciar; que fala sobre quem acreditou ter perdido tudo, mas na verdade só encontrou o que realmente precisava para recome §ar. Ela recome §ou e voc ª também descobrirá que pode recome §ar, seja lá o que tenha lhe feito paralisar. Está pronte?