Há um país que deveria ser uma superpotência. Em vez disso, foi traído - repetidamente, e por dentro.O Brasil tem mais água doce que qualquer nação da Terra, alimenta bilhões de pessoas e abriga mais de duzentos milhões de cidadãos talentosos e resilientes. Por qualquer medida material, deveria estar entre as democracias mais ricas e influentes do mundo. Por que não está?Em O Custo da Corrupção, Luke Almeida percorre mais de seis décadas de história - do golpe militar de 1964 e do "milagre econômico" construído sobre censura e tortura, passando pela hiperinflação e pela redemocratização, até o Mensalão, a Lava Jato e o momento presente, em que os mesmos padrões, a mesma maquinaria e, em alguns casos, as mesmas pessoas se reorganizaram silenciosamente no poder.Estas páginas revelam como uma estatal de petróleo virou máquina de dinheiro para partidos políticos; como um banco de desenvolvimento canalizou centenas de bilhões em empréstimos subsidiados para empresas que subornavam quem os aprovava; como um esquema de compra de votos operou abertamente nos mais altos níveis do governo; e como um Supremo Tribunal, ao defender a democracia, passou a exibir os mesmos instintos autoritários que foi criado para conter.É também a história dos seres humanos no centro de tudo: o operário que virou símbolo global e depois réu; o juiz que virou herói nacional e depois ministro; os generais que torturaram em nome da ordem; os políticos que roubaram em nome dos pobres.Sem defender partido, presidente ou instituição, o autor segue as evidências com o mesmo rigor para todos os lados - e chega a uma conclusão incômoda: o Brasil não sofre de falta de esperança. Sofre de falta de consequências.Escrito sob pseudônimo por alguém com exposição direta e prolongada aos eventos e instituições descritos, com cada alegação documentada e verificável, este livro é um guia indispensável para entender por que o ciclo da corrupção brasileira sempre recomeça - e o que custará, ao Brasil e ao mundo, continuar desviando o olhar.O nome na capa é um pseudônimo. A história é real. Read more